Um sorriso sarcástico escapou ao ouvir o resultado da pesquisa americana anunciada por Zeca Camargo no Fantástico (Rede Globo). Pesquisa esta revelou que 80% dos garotos americanos, de 16 anos de idade, entrevistados buscam as meninas para companheirismo e não para sexo. E em comparação estendeu uma matéria com meninos e meninas, brasileiros, entre 16 e 18 anos, que por aqui, comprovaram o resultado da pesquisa: “companheirismo é o que importa”.
Acho romancista demais achar que esse resultado procede. Ora, tudo bem, que eu não tenho argumentos tão significativos – no sentido de comprovações, mas não há nenhum menino heterossexual ou homossexual que eu conheça que pense verdadeiramente nisso. Você conhece? Acho improvável! E lembre-se que não estou dizendo que não exista, entretanto 80% quererem “companheirismo” no auge dos hormônios é algo muito contraditório. Se fosse ao contrário: 80% pensam em sexo, tudo bem!
Enfim, em um mundo que não tem preconceito, não é egoísta, não quer guerra e sofre demasiadamente por ver pessoas passando fome, marginalizadas; querer só sexo, ao 16 anos, e não amar é um insulto! Assuntos superficiais, como o desejo sexual, ainda são tratados com mentira. Daí para assuntos de macro importância é só seguir a regra, blefar, blefar e blefar. A vida se aproxima cada vez mais de um blefe. Ganha quem blefa melhor, ou quem entende o blefe do outro com mais rapidez. Até porquê, o BBB (no caso do Brasil) se limita a instalações do ‘Projac’ e “The Truman Show” (CIC / Paramount) é irreal imaginar.
Então? Qual é o motivo que nos faz mentir, mesmo sabendo que o outro sabe que mentimos. Até arrisco um palpite, mas tenho que dormir… Deixa essa conclusão para outra hora.
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