Arquivo para Fevereiro, 2008

NADA MUITO CLICHÊ, NÃO É?

Acabo de conversar com o digníssimo e adivinhem? O assunto foi o tempo. Nada clichê, e me ouvindo dizer, agora, aqui, sozinho comigo mesmo finalizo (por hoje, é claro!) meu pensar: Passeei por três nichos, o primeiro trata-se de organização e disciplina; o segundo de prioridades; e de escolhas trata-se o terceiro nicho.

Por várias vezes artigos são publicados ou matérias são exibidas em programas de tevê que ensinam uma fórmula de organização do tempo. Há quem diga que dê certo, no meu caso não adianta nada. Seja colando adesivos por todos os lados da casa, seja cronometrando ações. O dia e tudo que nos relacionamos é tão imprevisível, que não há como contar com roteiros de programações diários.

Previsíveis são as prioridades, concretamente escolhidas por cada um de nós. Simples, você escolhe trabalhar e depois dormir, e eu escolho dormir depois de trabalhar. Você escolhe socializar e eu escolho dormir. Meu sono é tão importante que até os sonhos deixo para sonhar acordado.

No mesmo caminho estão as escolhas. Temos 24 horas diárias, e cientificamente comprovado, 8 horas mínimas para um bom sono. Ou seja, 16 horas úteis. Destas, 6h20, no meu caso são para o trabalho. Subtotal: 9h40. Para as aulas na faculdade, no mínimo, 6 horas. Subtotal: 3h40. Tirando 1 hora (também no meu caso) para ir ao trabalho e outra para voltar, restam: 1h40. Preparar o almoço 30 minutos, comê-lo 20 minutos; um lanche no lugar da janta 20 minutos (5 para preparar e 15 par comer). Subtotal: 30 minutos. Três banheiros rápidos, 15 minutos. Subtotal: 15 minutos. Lava-se um copo, um prato e metade de uma panela e “voilà”: Subtotal: 0h.

Agora tenho que ir, pois não contei a parte de escrever texto para o blog, logo, ou não fiz alguma coisa destas descritas, ou se isso for possível, estou devendo. Mas depois eu pago!

NÃO PODE SER UMA COISA SÓ

Mais do que antes, agora me aproximo mais da certeza de que o “amor” usado pelo senso comum não tem nada a ver com o que chamo de “amar”. Mas espera, irei explicar: Em uma roda de amigos, um dia comum, o assunto era o “amor”. E aí, desse assunto tão subjetivo sugiram as mais diferentes e quase inexplicáveis conclusões. Cada um disse uma coisa. Minha participação na conversa foi simples – “o amor é uma união de outras coisas”.

Como assim uma união de outras coisas? Bom, é aqui que começa a dialética. Através de uma comparação com o que “diz” o senso comum busco argumentos para defender o que penso.

Dois caminhos principais: o primeiro é o afeto superlativo, a substituição do ‘gosto’ pelo ‘amo’; o segundo é a mistura de significados, com cada um atribuindo da maneira que aprendeu.

No primeiro caso surge o carinho com o convívio entre as pessoas de determinada relação, e o ‘gosto’ facilmente vira ‘amo’ na tentativa de ir além daquilo que é tão grande que não cabe no ‘gosto’. A saída é o amor, infinito e soberano. Não há palavra que possa simbolizar algo que na mesma linha esteja acima dele. Então, dizer “eu te amo” quer dizer muitas vezes que aquilo é o topo, o máximo de carinho que posso sentir pelo outro.

No segundo caso o problema começa acontecer na atribuição das sensações particulares às palavras prontas e com conceitos formados. Ninguém ensina a outra pessoa sentir. Ensina durante os primórdios da vida assimilar sensações – também não ensinadas – estas com distinções particulares. Tal particularidade em choque com outra, confunde mais ainda a atribuição da palavra que é “sentida” de maneira diferente.

Ao contrário disso tudo, acho que o amor não é o superlativo de gostar ou apenas uma mistura particular do aprendizado de sensações. Acho que é uma base sustentada por pilares. Cada pilar exerce uma função importante, não sine qua non. Ou seja, um ou outro pode não existir ou ainda não estar completo.

Para mim os pilares que são indispensáveis: o pilar do respeito, da paciência, do tesão e o pilar do afeto.

Podem ter certeza que a cada dia que passa eu os exercito.