Arquivo para Janeiro, 2006

CULTURA: FUNK CARIOCA (Parte 1)


Cultura regional, herança popular, motivo para orgulho?
Não sei se é sempre assim. Veja o exemplo do FUNK CARIOCA.
Fui na casa de uma amiga e vi um DVD com apresentações de Mc’s. As letras das músicas, em sua maioria, são sem conteúdo importante para poder ser representado como orgulho de cultura nacional.
Bolete ou babaloo? Pois é, a moda eles inventam. Dupla interpretação no primeiro caso é inevitável. Em sua primeira aparição o sucesso sem explicação, apenas sucesso. Porém, nenhum sucesso é para sempre, salvo os de boa qualidade/conteúdo. Como a criatividade é enorme, a carona no sucesso anterior é feita com a brilhante criação de um rival. Que agora tira a dupla personalidade do sucesso inicial deixando somente o sentido literal capitalista.
Aprendi que bonde é maconheiros; japonês é aquele anda com o bonde, e depois de fumar fica com olhos ‘meia-taça’.
Vi algumas palhinhas de marquinhas.
O movimento é tão pobre culturalmente falando que o importante é fazer sucesso, mesmo que para isso tenham que se rotular como: Fiel, lanchinho da madrugada e amante. Sim, a mulherada sobe no palco com quase roupa nenhuma e gritam e batem no peito dizendo a cada 5 palavras, 4 erradas e 1 palavrão.
Isso é motivo para orgulho?

Acredite, eu ouvi:
-O púbrico;
-O pobremas;
-Primeromente;
-Vomos;
-Mô sartifação;
-Me sinto-se previlegiada.

É isso…

BELEZA X SIMPATIA

Essa é a letra da música que está no novo cd do Pensador.
Normalmente suas músicas são ótimas, e essa não foi diferente.
Legal:

Letra

Veja se não é isso.
Geralmente os bonitos têm para si uma autoconfiança tão grande que esquecem de trabalhar algumas coisas como: a simpatia. E são metidos mesmo. O fato de muitos desviarem seus olhares para os bonitos faz com que seja mais fácil se relacionar, porém, eles (os bonitos) só falam com quem lhe interessam.
Por terem um leque de personalidades para se conviver é possível que poucos sejam escolhidos, como todos fazem. Todavia essa condição acaba tendo mais peso. E a seleção acaba sendo vista como “metidez”.

Já os feios usam outras armas para serem admirados. Por não terem a beleza como aliada acabam trabalhando o lado simpáico.
São mais simpáticos, divertidos e sociáveis. E buscam por um leque de pessoa sempre maior do que já se tem para socializar.
A interpretação para muitos feios também pode ser diferenciada do real. O feio pode ser confundido com intrometido, chato e bobo; simplesmente por querer compensar sua beleza que é simples.

Mas é muito fácil de se ver um feio com outro feio. Eles sabem como é difícil essa vida e se juntam em uma monstruosidade só, trazendo muitas vezes um bonito ao mundo. Não é assim que dizem? “Pais feios: filhos bonitos”.
Menos fácil, mas nem tanto assim é ver feio com bonito. O feio conquista o bonito por ser diferente dos outros ou, o bonito fica com um feio para ter todos os olhares. Isso tudo muito inconsciente.
Difícil mesmo é ver dois bonitos juntos. Nunca dá certo. O brilho de um ofusca o do outro e vice-versa. Isso é inconveniente. Nós não vemos, mas eles percebem que não são totalmente perfeitos junto a outro bonito.

Ah, mas o que interessa mesmo é se relacionar. Nunca entenderemos quem combina com quem. Talvez o fato não seja nem combinação. Acho que o fato é aceitação. Ambos em qualquer relação tem que se aceitar e aceitar o outro do modo que realmente são.
Tempo para se permitir e conhecer realmente as pessoas é o que muitos precisam.

Inclusive eu.

MALHAÇÃO

Gente… Calma… Deixe-me respirar…
Fhhiii… Aahhh!!
Melhor agora.
O que é pegar peso ou ‘puxar ferro’ como dizem os aspirantes a ogros, que malham comigo em meu quintal?
É isso mesmo! Eu comecei a malhar ‘ilegalmente’. (rs*) Isso trará algum problema? Acho que não.
Ao contrario de que muitos pensam eu não fico olhando os tais aspirantes a malharem, somente, malho tbm.
Enfim mau segundo dia. …O quê? Posso saber o porquê desse sorrisinho sarcástico?… Como eu ia dizendo: meu segundo dia de aspirante a ogro foi muito difícil. Tenho que confessar que esses desprovidos de intelecto, porém providos de força e gana por um corpo quase mutante, tem lá que ter seu valor reconhecido.
Imaginem a cena: eu lindamente com toda a facilidade do mundo levantando 10 kg. Sorrindo.
Até descobri que para fazer efeito em me corpo, teria que fazer força mesmo. Estrebuchar. Como, uma pessoa como eu que não faço força nem para limpar fogão, faria força para ganhar músculos? Pois é, mas quem disse que o ‘meio’ não influencia no comportamento? Influencia tanto que segui a risca
Ontem malhei peito e ombro. Hoje bíceps, antebraço, e peito novamente.
Pareço estar cagado ou sei lá! Tudo dói…
Não quero mais brincar disso não…