“… quem é ativo ou virtuoso aquele que controla interiormente seus impulsos, suas inclinações e suas paixões, discute consigo mesmo e com os outros o sentido dos valores e dos fins estabelecidos, indaga se devem e como devem ser respeitados ou transgredidos por outros valores e fins superiores aos existentes, avalia sua capacidade para dar a si mesmo as regras de conduta, consulta sua razão e sua vontade antes de agir, tem consideração pelos outros sem subordinar-se nem submeter-se cegamente a eles, responde pelo que faz, julga suas próprias intenções e recusa a violência contra si e contra os outros. Numa palavra, é autônomo” (Chauí)
Ontem descobri que tenho fama de dar minha opinião sem tabus ou delongas. Como se diz: papo reto, sem neurose! Muitas vezes as pessoas pensam em falar comigo sobre determinados assuntos para que sigam meu conselho, como se isso fosse bom. Não é, nem para mim nem para quem me escuta. Primeiro que eu não sou psicólogo, nem muito menos um poço de sensatez, e segundo que posso falar algo e induzir a pessoa a fazer o que digo e ter conseqüências para ela que não me atingiram.
Entretanto, pensei: não sou eu quem tento persuadir alguém para que façam o que eu digo. Algumas vezes me solicitam opiniões, e por ter certa intimidade (ou não) falo o que acho, ainda que o outro ache o contrario ou diferente. Logo, não tenho que me sentir o psicólogo, nem o responsável pelas conseqüências caso a pessoa venha a ter problemas e também resolução deles.
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Devia ter seguido seu conselho. Teria que ter ficado em casa antes de sair ontem à noite (anteontem, segunda-feira dia 02/03/2009 – clique e veja o capítulo anterior). Fui para o baile, não encontrei com ELE, passei mal, ainda não estou bem para sair e hoje ainda o João Pedro (filho) queria que eu ficasse com ele na creche, pois ontem não nos vimos. E ainda não fui de vestido, fui de shortinho. Mas teve um lado bom: fiquei com um carinha que já me ligou hoje quer me ver ainda essa semana e se interessou na minha vida com intuito de ter algo mais. Foi muito carinhoso; atencioso e cuidou de mim. Mas acho estranho esse jeito, o que acha? Não tá cedo para isso? (Marcela – uma amiga).
Marcela atente-se a contradição: Antes o seu problema era o cara comprometido (ELE), que já percebeu que ele lhe quer como “A Outra”, e mesmo assim isso te fez deixar seu filho (quase 3 anos) em casa com uma babá, em uma segunda-feira e ir atrás dele para encontrá-lo. E agora, que encontrou um rapaz que te dá atenção, é cuidadoso e carinhoso você acha estranho?
Estranho é se interessar por um cara comprometido, que não tem intenções de desfazer sua relação para poder tentar construir outra contigo. Estranho é o cara não demonstrar interesse, não zelar nem se importar com sua atual relação. Se ele já faz isso hoje, com você poderá ser igual, não necessariamente será, mas poderá ser.
É certo que não está acostumada a ser bem tratada ou tem gosto pelo destrate. Continua nessa e tente arrumar as coisas. Ou deixa uma aparente boa oportunidade se tornar realidade. Qualquer que seja sua opção terá que adaptar as coisas e ambas podem não dar certo. Agora, o que tem na mão é o início, se acabar mal é inevitável, tente ao menos começar bem.
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Tem tempo que já entendi que não podemos esperar a mesma afinidade do outro, como temos por ele. Isso é fato! Já cansei de me decepcionar com pessoas por acreditar nelas, mas do que deveria. Embora muitas vezes por falta de aviso, a maioria por superestima.
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Vou te dizer uma coisa e você vai me matar. Conheci um cara, gostei, mas ele tem namorada!
Antes do fato, há um comentário atravessado, talvez com vergonha. Não há necessidade de ser como eu, mas em relações eu sempre digo: Há que se categorizar ações inadmissíveis (mesmo!), toleráveis, “dá para levar”, “não faça isso outra vez”, possíveis, “errar é humano”, entre outras. Dessa maneira, acho que é possível respeitar o espaço alheio.
Dito isso, creio que para esse comentário primeiro acontecer, devo parecer, aliás, sou! uma pessoa centrada em meus relacionamentos com família, amigos e amoroso. E lógico não aceitaria (atualmente, não posso falar do futuro) me relacionar com alguém que já tivesse um alguém.
Continuou: Tenho uma comemoração de aniversário para ir hoje (segunda-feira, pós carnaval). Acha que devo ir?
Acho que não.
Primeiro que é segunda-feira, já tinha curtido carnaval era hora de voltar e centrar na vida, trabalho, filho, casa. Segundo que existe uma criança de quase 3 anos em casa que é mais importante do que esse baile e que gostaria de sua atenção (não que isso seja empecilho para sair. Não é porquê é mãe que tenha que deixar tudo para se dedicar apenas ao filho, mas não nessa situação). Terceiro: Você não vai lá pelo e para o aniversário, vai TAMBÉM, pelo aniversário, mas vai para encontrar o rapaz casado que se interessou TAMBÉM por ti. Quarto: Mas já que você vai, porquê nada que eu diga vai mudar sua vontade – vá de vestido!
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Carioca! Sou eu, é você… É quem deseja ser. Os de papel registrado que perdoem a intromissão, mas ser carioca é mais do que apenas um registro legal é amar, é se maravilhar, é suportar, é aceitar, é conviver.
O Rio hoje não é mais São Tomé nem São Vicente – capitanias -, não é mais a França Antártica – colônia de povoamento de Nicolas Durand de Villegagnon- e nem muito menos a capitania real de Estácio de Sá.
O progresso da cidade, hoje não é mais a lavoura de cana-de-açúcar, nem a pecuária. E o porto, hoje não leva mais o ouro extraído das Minas Gerais. Não há família real, não há mais missões jesuítas, não há escravos, indígenas ou negros – ainda bem! Não há mais o Estado da Guanabara.
Diminui a importância do açúcar e aumenta a do café. Foi-se a revolta armada, revolução de 30, Getúlio, ditadura militar. A pureza dos tupinambás ou tamoios, os tupiniquins, os guaianás – quando não extintas-, misturada a pureza (ou não) dos brancos europeus ou dos negros escravos formam os cariocas.
A música chama de Maravilhosa, atenta sobre a recepção do Cristo Redentor ou garante que “o Rio de Janeiro continua lindo”. Nas novelas as panorâmicas fantásticas de zona sul ou das verdadeiras maravilhas do Rio.
O que não é legal no Rio de hoje, são as monstruosas (no tamanho) comunidades que não são atendidas pelo governo do estado e do município, que tornam a cidade mais insegura, já que a maioria delas são tomadas por traficantes – seres humanos criados por essa desordem e falta de estrutura familiar.
No entanto, os 444 anos, comemorados com muita festa em vários lugares da cidade que sim, é Maravilhosa, ainda com tantos problemas.
Parabéns Rio!
Normalmente não gosto de ler sinopse de filmes antes de assisti-los. A parte boa é que assistir o filme com a noção do que ele quer mostrar, como por exemplo, um tema complicado que abrange algum conhecimento específico não explicitado durante o filme, ou algum filme que traz às telas histórias de gibis – entre outros.
Embora exista um lado bom, seu lado oposto e contraditório lhe reserva a verdadeira emoção da surpresa, a ansiedade do suspense e a curiosidade de um aventureiro que aos poucos descobrindo ou ao menos supondo o que acontecerá adiante.
Por isso que aconselho a não lerem a sinopse do filme SETE VIDAS antes de assistirem. Este é um filme interessante ver se informações. Descobrir o filme de segundo a segundo.

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Li algumas críticas ao filme. Claro, não sou especialista, nem tão pouco cinéfilo a ponto de ligar nomes de diretores e atores, a filmes e produtoras, a premiações, dramaturgia, verossimilhanças, ou seja? Não sou profissional. Todas as críticas que eu li foram avessas a minha interpretação do filme. Talvez seja essa leitura que diretores de produtores esperam do seu público para vender seus filmes. Agora, as que li foram aterrorizadoras. Busquei até algum elogio para entender o pensamento do autor, mas não encontrei. Se bem que li críticos de cinema, nem sempre ressaltam partes boas, ao menos quase nenhuma sem ironia.
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